Dicas de fotografia

O que é pixel?

O filme das câmeras convencionais foi substituído pelo sensor eletrônico de captura de imagem. O sensor de captura de imagem, a exemplo da retina do olho humano, é composto de milhões de pequenos sensores que capturam minúsculas partes da imagem, estes micros sensores de luz são chamados de pixel. Eles ficam dispostos em linhas e colunas numa pastilha de silício. O número de pixels que um sensor possui determina o quanto se pode ampliar uma imagem. Quanto mais pixels maior a ampliação possível. Uma câmera de 6 mega pixels possui 6.000.000 de pixels distribuídos numa matriz de 3.000 pixels de largura por 2.000 pixels de altura.

Saída de vídeo

Uma forma de ver as imagens disponibilizadas pelas câmeras digitais, é a saída de vídeo. Com esta saída, conecta-se a câmera diretamente na entrada de vídeo de um televisor ou aparelho de DVD e pode-se reproduzir na TV ou gravar num DVD o que se vê no display de cristal líquido da câmera. A qualidade da saída não é maravilhosa, mas é uma forma melhor de ver as fotos do que no pequeno visor da câmera.

O ISO nas câmeras digitais

O ISO de um filme convencional indica a capacidade do filme de conseguir fotografar em baixa quantidade de luz. Quanto maior o ISO menor a quantidade de luz para se fazer uma fotografia. Quanto maior o ISO maior também os grãos que fazem sua emulsão e menor a nitidez da imagem. As câmeras digitais também possuem ISO. Dependendo do modelo pode-se escolher um ISO entre 100 e 1600. Nas câmeras digitais isso não significa que se aumente o tamanho dos pixels. Nas câmeras digitais quando aumentamos o ISO apenas amplificamos eletronicamente o sinal de cada pixel. Assim, mesmo com pouca luz temos um sinal de boa qualidade para fazer uma imagem.

O que é interpolação?

Algumas câmeras aumentam o tamanho dos arquivos utilizando uma técnica chamada interpolação. Numa imagem interpolada, pixels extras são inseridos entre os pixels capturados. A estes pixels extras são dados valores de cor que estão entre aqueles que o rodeiam. Assim consegue-se que a imagem fique maior sem aparente perda de qualidade.

Ruído na imagem

Dá-se o nome de ruído numa imagem digital, a milhares de pequenos pontos multicoloridos que aparecem na imagem e que não fazem parte daquilo que foi fotografado. O ruído é criado por sinais elétricos não desejados gerados por instabilidades do sensor de captura de imagem. Estes ruídos acabam por confundir o sensor e aparecem como centenas de pequenos pontos coloridos dando impressão de “granulação” ou pouca definição. Isso acontece quando aumentamos muito o ISO na câmera. Quando aumentamos o ISO amplificamos também a potência do sinal gerado pelo pixel e o ruído, antes desprezível, acaba aparecendo junto.

Para ISO baixo, entre 100 e 400 o ruído é desprezível e não precisamos ter receio. Para ISO acima deste o ruído pode ser mais perceptível. O CCD, sensor que captura a luz e a transforma em informação digital, é muito sujeito a atrair grãos de poeira. Isto acontece porque durante a foto ele fica exposto e carregado de grande quantidade de energia elétrica, o que o torna um “imã” de poeira. Nota-se que o CCD está sujo quando aparecem pequenos pontos nas fotos digitais que estão sempre no mesmo lugar. Uma boa forma de localizar estes pontos é fotografar uma parede ou cartão branco. os pontos escuros que aparecem são sujeira no CCD. Estes pontos não causam prejuízo ao funcionamento da câmera, mas devem ser removidos para que as fotos não fiquem com pontos indesejáveis. Algumas pessoas ERRADAMENTE colocam a câmera em bulb e disparam a foto, enquanto o espelho está levantado e a cortina aberta eles procedem a limpeza do CCD. Não se deve fazer isto. O CCD está alimentado de energia e isto pode causar dano à câmera. Alguns modelos possuem nos menus um modo de limpeza do CCD. Quando acionado este modo o espelho se levanta, a cortina abre e o CCD fica exposto sem estar energizado.

Tamanho do cartão de memória

Com a chegada de cartões de memória cada vez maiores, ficamos tentados a adquirir cartões superiores a 1giga, que podem facilmente carregar 400 imagens.
O risco de carregar muita imagens num cartão apenas pode levar à perda de todas as fotos de uma viagem. A forma mais comum de perder as imagens de um cartão é tentar retirá-los enquanto a câmera está acessando as imagens (o que é mais comum) por defeito de fabricação (mais raro) ou mesmo perda ou roubo. Normalmente achamos mais seguro ter uma série de cartões entre 256 e 512 MB a cartões muito pesados. Quanto à velocidade do cartão isto não é um fator menos importante do que querem crer os fabricantes. As câmeras normalmente não interferem na velocidade de gravação do cartão.

Qualidade do arquivo JPG

Quando usamos arquivos JPG, podemos selecionar sua qualidade e tamanho. Os arquivos JPG são arquivos compactados, ou seja, usando artifícios de programação os arquivos guardados ficam menores do que os arquivos abertos no computador. As compactações podem acarretar perda de qualidade ou não. Compactações sem perda de qualidade normalmente são pouco eficientes, já aquelas com perda de qualidade conseguem taxas de compactação maiores. A compactação do JPG acarreta perda de qualidade. Quanto maior o fator de compactação utilizado maior a perda de informação e a degradação da imagem. Só devemos utilizar nossas câmeras digitais em baixa qualidade se a imagem que estamos gerando realmente não tem compromisso. A qualidade intermediária das câmeras, entretanto, permite uma qualidade um pouco maior, suficiente para uma boa impressão.

Dicas de Fotografia Digital

Composição básica. As linhas de terço e os pontos áureos.

Ao dividir o retângulo do visor (e da imagem) em três partes horizontais e três verticais, obtêm-se as chamadas linhas de terço. O cruzamento dessas linhas definem pontos fundamentais da composição harmoniosa.

Veja como:
Experimente fotografar um pôr-de-sol, posicionando o astro num dos 4 pontos áureos (o cruzamento das linhas de terço). Em contrapartida, posicione-o no centro do fotograma, como todo mundo faz. Compare as duas composições. Na primeira, o quadro passa a ser visto na totalidade. Na segunda, como o Sol se encontra ao centro da composição, seus olhos se concentram nele, deixando em segundo plano o restante dos elementos. Ao dividir um espaço exatamente ao meio, você está criando dois espaços. Céu, de um lado. Mar, de outro. Nada contra, se essa for a intenção, mas a “leitura” da imagem será a de dois momentos diferentes, que não interagem.

Ao optar pela linha de terço inferior, você dá uma sensação de amplitude ao quadro, amplitude revestida de tranqüilidade. A mesma tranqüilidade que sentimos ao depositar nossos olhos na linha do horizonte. Importante: a parte superior do quadro está integrada à parte inferior, criando uma sensação de equilíbrio.

A mesma coisa acontece ao se escolher a linha de terço superior. A diferença é que, colocando-se o motivo básico do quadro nos 2/3 inferiores, a sensação é a de proximidade, grandiosidade, dramaticidade até.

Veja um outro exemplo de harmonia na composição:

Atenção redobrada com os fundos de sua foto. Eles têm de ser neutros para não se confundirem com o motivo em primeiro plano.

Aproxime-se do motivo

Não se deixe levar pela beleza do ambiente, se o objetivo é registrar um detalhe ou uma pessoa. Aproxime-se do motivo desejado. A maioria das fotos de iniciantes peca por deixar o motivo (normalmente um grupo de pessoas) muito longe da objetiva.

Utilize as linhas da perspectiva
Suas fotos vão ganhar impacto e profundidade se você valorizar a perspectiva, ou seja, as linhas e pontos de fuga.

Valorize o motivo principal, compondo-o com fundos em perspectiva
Escolha o ângulo que dê a melhor perspectiva e posicione figuras humanas à frente, em close, como referência que valoriza ainda mais a profundidade.

Cuidado com sombras "duras"
A melhor luz natural para se obter boas fotos é a da manhã e a do cair da tarde. O meio-dia, quando o Sol está a pino, é a pior hora porque a diferença entre os claros e escuros, ou seja, o contraste, fica muito acentuado. Como conseqüência, os rostos humanos, por exemplo, ficam com sombras muito duras e desagradáveis.

Escolha a direção certa da luz
Os raios de sol mais inclinados (manhã e tarde), como você já viu, produzem luzes mais suaves. Veja agora como a direção da luz sobre o motivo altera profundamente o efeito sobre a imagem. Na luz frontal, que ilumina o motivo, deixando-o brilhante, o sol deve ficar atrás de quem fotografa. No contraluz, quando se deseja criar apenas silhuetas do motivo, o Sol deve ficar atrás do motivo.

Fuja do lugar comum
Não se deixe contaminar pelo pôr-de-sol, achando que basta fotografá-lo para capturar toda a sua beleza. Lembre-se de que, diante do motivo, todos os seus sentidos estão em ação: você sente o vento, os odores, tem noção clara de profundidade. Na foto nada disso é percebido. Por isso, procure ângulos diferentes. Experimente várias posições e opte por aquela que melhor traduz o que você está sentindo.

Dê movimento à sua imagem
Apesar de ser um espaço bidimencional (sem profundidade) e estático, a foto pode transmitir a sensação de movimento. Ao fotografar um objeto em movimento – um carro ou um ciclista, por exemplo –, enquadre-o no extremo oposto ao sentido de sua direção, de maneira a fazê-lo entrar na imagem e não sair dela.

Dias nublados dão excelentes fotos
A luz filtrada pelas nuvens é excelente, quando o motivo apresenta contraste natural muito acentuado, porque ela suaviza esse contraste, criando efeitos surpreendentes. Experimente fotografar prédios ou árvores em dias bem nublados e até mesmo com neblina.

Evite o famoso "Olha o passarinho"
As melhores fotos de pessoas, principalmente de crianças, são feitas quando elas não estão posando. A maioria das pessoas perde a naturalidade diante de uma câmara. Portanto, fotografe-as quando estão entretidas em suas atividades naturais.

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